quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MANUSCRITO






Manuscrito é todo documento não publicado, podendo ser ainda, datilografado ou impresso.







Qual a FONTE PRINCIPAL DE INFORMAÇÃO para este tipo de recurso?


A fonte principal de informação é o próprio manuscrito. As informações podem ser retiradas da pagina de rosto, do colofão, da legenda e do cabeçalho, e do conteúdo do manuscrito (nessa ordem de preferência). Caso as informações não sejam localizadas na fonte principal, estas podem ser retiradas das seguintes fontes: outra cópia manuscrita do item, uma edição publicada do item, fontes de referência e outras fontes (AACR2, 2004, p. 4-2).

PARA LEMBRAR!!!!



Quais as FONTES DE INFORMAÇÃO PRESCRITAS para a descrição deste recurso?

TÍTULO E INDICAÇÃO DE RESPONSABILIDADE, EDIÇÃO E DATA
Fonte principal de informação, cópias publicadas do manuscrito.
DESCRIÇÃO FÍSICA E NOTAS
Qualquer fonte


ATENÇÃO!!!!

Exemplo:

Fonte: APEM




Regras do AACR2:

21.6B1. Se, numa obra de responsabilidade compartilhada, a responsabilidade principal for atribuída (pela redação ou pelo leiaute da fonte principal de informação do item que está sendo catalogado) a uma pessoa ou entidade, faça a entrada sob o cabeçalho para essa pessoa ou entidade. Se o nome de outra pessoa ou entidade aparecer em primeiro lugar na fonte principal de informação, faça uma entrada secundária sob o cabeçalho estabelecido para essa pessoa ou entidade.
4.0A1. Para músicas manuscritas, veja também o capítulo 5.
4.1A1. Pontuação
4.1B1. Transcreva o título principal de acordo com as instruções de 1.1B.
4.1C1. Registre imediatamente após o título principal, a designação geral do material a apropriada, de acordo com as instruções de 1.1C.
4.1F1. Transcreva indicação de responsabilidade relativas a pessoas ou entidades que aparecem no manuscrito, de acordo com as instruções de 1.1F.
4.3.A. Esta área não é usada para manuscritos.
4.4A1. Pontuação.
4.4B1. Registre a data ou as datas inclusivas do manuscrito ou da coleção de manuscritos, a não ser que já tenha sido incluída no título.
4.5A1. Pontuação
5.5B1. Registre o número de unidades físicas de um item, dando o número de partituras ou partes em algarismos arábicos e um dos termos seguintes, conforme apropriado. Se o item for um manuscrito, acrescente ms. ao termo apropriado.
4.5B1. Registre o número de folhas ou páginas, de acordo com as instruções de 2.5B.
4.7A1. Pontuação.
5.7B1. Forma de composição e meio de execução. Se a forma musical de uma obra não aparecer claramente no resto da descrição, registre esta forma por meio de uma palavra ou frase sucinta.
21.30A1. Se as sub-regras seguintes se referirem somente a uma pessoa ou entidade e, em um determinado caso, houver duas ou três pessoas ou entidades envolvidas, faça entradas secundárias sob os cabeçalhos estabelecidos para cada uma delas.  

MICROFORMAS

MICROFORMAS



Microforma: termo genérico usado para qualquer meio, transparente ou opaco que contém micro-imagens. (AACR2 2002, apêndice D-8)



Qual a FONTE PRINCIPAL DE INFORMAÇÃO para este tipo de recurso?


A fonte principal de informação microfilmes é o fotograma do título. A fonte principal de informações para cartões-janela é, no caso de um conjunto de cartões, o título, ou no caso de um único cartão, o próprio cartão. A fonte principal de informação para microfichas e microcopacos é o fotograma do título. Se não existir informação ou se ela for insuficiente, considere como fonte de informação os dados legíveis a olho nu, impressos no alto da microficha ou do microopaco.  (AACR2, 2004, p. 11-3).



ATENÇÃO!!!!




Quais as FONTES DE INFORMAÇÃO PRESCRITAS para a descrição deste recurso?

TÍTULO E INDICAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Fonte principal de informação
EDIÇÃO, DADOS ESPECÍFICOS, PUBLICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO, SÉRIE
Fonte principal de informação, restante do item, contêiner
DESCRIÇÃO FÍSICA, NOTAS, NÚMERO NORMALIZADO E MODALIDADES DE AQUISIÇÃO
Qualquer fonte

           Exemplo:
                                                   Fonte: site amemoria.


                                 Fonte: site amemoria.

REGRAS UTILIZADAS:

R. 21.1C1 Entrada de Título – ponto de acesso principal, entrada por título.
R. 1.1B1/11.1B1 Título principal – extraído tal como consta na fonte principal da informação.
R. 11.1C1 Designação Geral do Material – designação apropriada ao item (microfilme).
R. 1.1F2 Indicação de Responsabilidade – nenhuma indicação de responsabilidade aparece com destaque, caso seja necessário, registra-se em nota (1.1B7).
R. 1.2B1/11.2B2 Indicação de Edição -  transcrita tal como está no item, com uso de abreviaturas.
R. 11.4C1 Lugar de Publicação.
R. 11.4D1 Nome do Editor.
R. 11.4F1 Data de Publicação
R. 11.5B1 Extensão do Item – registro do número de unidades físicas do item.
R. 11.5D4 Dimensões – registro da largura de um microfilme em milímetros.
R. 11.7B6/ 11.7B7/ 11.7B9 Notas – indicação de responsabilidade; edição; publicação e distribuição.
R. 21.30F1 Ponto de Acesso Secundário – entrada secundária, por outras pessoas e entidades relacionadas.
R. 21.30J2 Ponto de Acesso Secundário – entrada secundária, por variações do título.

REFERÊNCIAS

CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO ANGLO-AMERICANO. 2 ed. rev. São Paulo: FEBAB/ Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2002.

RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos bibliográficos aacr2 em marc 21. 2012. Disponível em: <http://www.amemoria.com.br/index.php>. Acesso em: 7 abr. 2017.

MATERIAL CARTOGRÁFICO

Materiais Cartográficos

Para o AACR2 material cartográfico é todo o material que representa no todo ou em parte a terra e qualquer corpo celeste e até de lugares imaginários.
            Ex.: Globos, atlas, fotografias aéreas (para fins cartográficos, cartas aeronáuticas ou náuticas).
            A fonte de informação para descrição é qualquer parte do próprio material, um problema de sua catalogação é quanto o estabelecimento de uma entrada principal por ser frequente a ausência de um autor principal. A regra 21.1A1 da AACR2 diz que “os cartógrafos são os autores de seus mapas”, mas nem sempre esse autor é mencionado.
            Acrescenta-se a isso o fato do usuário não buscar um material pelo autor e sim pela área que representa.
A descrição de material cartográfico é a única que apresenta a área de dados matemáticos, que dá ênfase a informações importantes, como escala e projeção para a catalogação de mapas.
Descrição baseada na AACR2
ÁREA

FONTES DE INFORMAÇÃO

Título e indicação de responsabilidade

1.Fonte principal de informação

Edição

2.Fonte principal de informação, material adicional impresso

Dado(s) matemático(s) e outros detalhes específicos do material

3. Fonte principal de informação, material adicional impresso

Publicação, distribuição etc.

4. Fonte principal de informação, material adicional impresso

Descrição física

5. Qualquer fonte

Série

6. Fonte principal de informação, material adicional impresso

Notas

7. Qualquer fonte
Número normalizado e modalidades de aquisição

8. Qualquer fonte

Exemplo de Ficha Catalográfica de Material Cartográfico

MAPA
(fonte: APEM)




 



Regras de descrição do AACR2 :

3.0B2. Fonte principal de informação.
3.0B3. Fontes de informação prescritas
3.1B1. Transcreva o título principal de acordo com as instruções de 1.1B.
3.1E1. Transcreva outras informações sobre o título de acordo com as instruções de 1.1E
3.1F1. Transcreva as indicações de responsabilidade relativas a pessoas ou entidades de acordo com as instruções de 1.1F.
3.2B2. Em caso de dúvida de uma indicação ser ou não indicação de edição, siga as instruções de 1.2B3.
3.3B1. Registre a escala de um item cartográfico, com exceção dos casos abaixo mencionados, em uma fração representativa expressa como uma proporção (1: ). Anteponha a palavra Escala à proporção. Dê a escala mesmo que ela já tenha sido registrada como parte do título principal ou de outras informações sobre o título.
3.4C1 Registre o lugar de publicação, distribuição etc. do item publicado de acordo com as instruções de 1.4C.
3.4D1 Registre o nome do editor etc. e, opcionalmente, o do distribuidor, de acordo com as instruções de 1.4D.
3.4F1 Registre a data de publicação, distribuição etc. de um item cartográfico publicado, de acordo com as instruções de 1.4F.
3.5B1 Registre a extensão de um item cartográfico. No caso de atlas e globos, registre o número de unidades físicas. No caso de outros itens cartográficos registre o número de mapas etc. Use algarismos arábicos e um dos termos seguintes. Se o item for um manuscrito acrescente ms ao termo.
3.5C5 Cor. Se o item for colorido ou parcialmente colorido, faça esta indicação. Não considere matéria colorida fora do mapa etc. e da borda.
3.5D1 Mapas, plantas etc. Para um item cartográfico bidimensional, registre a altura x largura em centímetros, com aproximação ao centímetro seguinte (p. ex., se a medida for 37, 1 centímetros registrem 38 cm).





MÚSICA





O capitulo 5 do AACR2 é destinado a descrição de música


Qual a FONTE PRINCIPAL DE INFORMAÇÃO para este tipo de recurso?



A fonte principal de informação: se a página de rosto consistir de uma lista de títulos incluindo o título do item que está sendo catalogado, escolha como fonte principal de informação a página de rosto, a capa ou o título de partida, dependendo de qual deles apresentar a informação mais completa. Em todos os outros casos, use a página de rosto ou a página de rosto substituta (veja 2.08 I) como fonte principal de informação. (AACR2, 2004, p.5-2)


Quais as FONTES DE INFORMAÇÃO PRESCRITAS para a descrição deste tipo de recurso?


Titulo e indicação de responsabilidade Fonte principal de informação
Edição Fonte principal de informação, título de partida, capa, colofão, outras preliminares
Apresentação física da música Publicação, distribuição etc. capa, colofão, outras preliminares Fonte principal de informação
Descrição física página da música
Série Qualquer fonte Página de rosto da série. página de rosto. título de partida, capa. colofão, outras preliminares
Notas Qualquer fonte
Número normalizado e modalidades de aquisição Qualquer fonte

MATERIAIS ESPECIAIS


O desenvolvimento da tecnologia contribuiu para o surgimento dos inúmeros multimeios (materiais não bibliográficos) que existem na sociedade atual. Assim, Hoje, nós temos uma diversidade de informações em vários suportes e formatos, tornado um desafio para o trabalho dos profissionais da informação, no que se refere ao tratamento técnico com catalogação, indexação e classificação.
Sobre isso Amaral, (1987, p.49) discorre que:
Muitas vezes os multimeios surgem nas bibliotecas por acaso, recebidos por doaçio, como propaganda, ou em virtude de algum convênio assinado. Sendo materiais em rápida expansão, apresentando-se em vários formatos, o que cria dificuldades na sua organização, nem sempre os bibliotecários se sentem seguros quanto à forma adequada de tratá-los. Além deste fato, existe, na maioria das bibliotecas, um acúmulo de material pendente no processamento técnico, e isto contribui pàra que não seja dada prioridade ao tratamento dos multimeios.


 Para Ferreira (2016, p.32), “Os Multimeios – também chamados de materiais não convencionais, materiais não-bibliográficos – são materiais que independem de suporte para conter algum tipo de informação”. Deste modo, eles também apresentam uma enorme importância nos acervos das bibliotecas, portanto, não podemos nos limitar somente aos livros impressos, visto que eles podem ser fontes de informação e conhecimento para os usuários, uma vez que:
Os multimeios não devem ser considerados apenas como complementação de livros, pois têm seu valor próprio. São importantes fontes de pesquisa histórica para pesquisadores sociais, historiadores e antropólogos, que deviam utilizá·los intensamente. A documentação iconográfica e o cinema, por exemplo, têm destacado papel na preservação da riqueza cultural de um povo e devem ser explorados com este fim. Os multimeios são amplamente difundidos e têm um destaque especial na sua aplicação no ensino e aprendizagem, sendo enfatizada a sua importância pela tecnologia educacional, bastante desenvolvida no Brasil. (AMARAL, 1987, p.52-53).


Nesse sentido, o bibliotecário precisa ter novas habilidades, competências e interesse para trabalhar com todo e tipo de suporte informacional, ou seja, este não pode se limitar somente aos documentos no formato impresso. É necessário pensar na necessidade informacional dos usuários que a cada dia desejam mais rapidez e precisão na recuperação das informações.
TIPOS DE MATERIAIS ESPECIAIS
Artefatos tridimensionais e Reálias 
·         ARTEFATO TRIDIMENSIONAL: é qualquer objeto produzido pelo homem de forma artesanal ou industrializada, como brinquedos, jogos, esculturas, medalhas, quadros etc... ( SILVA, 2002, p. 12).
Fonte: Google
·         REÁLIAS: objetos autênticos, reais, que se encontram na natureza, como rochas, fósseis etc... (SILVA, 2002, p. 12).
Fonte: Google

Filmes Cinematográficos e Gravações de Vídeo
·         São reproduções em miniatura de uma imagem, que não pode ser utilizada sem ampliação, contendo uma sucessão de imagens projetadas para serem vistas figura por figura, com ou sem som. (SILVA, 2002, p. 13).
Fonte: Google

Material Cartográfico
·         Estão inseridos Mapas, Cartas, Globos, Atlas, todo e qualquer item que ilustre uma representação gráfica de qualquer parte da Terra, do universo ou até de lugares imaginários. (SILVA, 2002, p. 14).
Fonte: Google

Gravações de Som
·         Na categoria Gravações de Som compreendem-se discos, fitas cassete, bobinas, CD's dentre outros. (SILVA, 2002, p. 15).
Fonte: Google

Música Impressa
·         Segundo Ferreira (1993 apud SILVA, 2002, p ), Partitura, que é o que caracteriza a Música Impressa, é a disposição gráfica das partes vocais e instrumentais de uma composição, a fim de permitir leitura simultânea. Ela é formada por várias pautas nas quais são inscritas as notas musicais.
Fonte: Google


Materiais Iconográficos
·         Em Materiais Iconográficos, segundo Pazin (1993), estão inseridos materiais opacos, como originais de artes, reproduções de arte bidimensionais, quadros, cartazes fotografias, selos, cartões-postais..., e materiais transparentes, para serem projetados ou vistos com o auxílio de um instrumento, diapositivos como slides e transparências. (SILVA, 2002, p. 16).
Fonte: GoogleFonte: GoogleFonte: Google


Arquivos de Computador
·         Em Arquivos de Computador estão contidos tanto os dados que são armazenados como os programas que servem para processar esses dados, são fitas e discos magnéticos, que servem de suporte para as informações ( CD- ROM, DVD-ROM, DISQUETE).

Fonte: Google

Recorte
 Os Recortes são artigos de revistas, jornais, boletins, informativos... vários materiais informacionais, que nem sempre podem ser armazenados na íntegra, mesmo porque, não interessa à Biblioteca/Centro de Informação, como por exemplo jornais, que são diariamente editados, tornando-se impossível armazená-los num todo por falta de espaço físico e mesmo por trazerem assuntos gerais.
Fonte: Google


REFERÊNCIAS

AMARAL, S. A. do. Os multimeios, a biblioteca e o bibliotecário. In: Revista de Biblioteconomia de Brasília, v.15, n.1, 45-68, jan./jun. 1987.

FERREIRA, Brenda Mendes. Multimeios: decifrando sua diversidade informacional nas bibliotecas.  2016.  89f. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2016.

SILVA, Ana Cristina da. Materiais especiais: conceitos, tratamentos e formação de uma hemeroteca. 2002. Trabalho de Conclusão de Curso. (Monografia)- Universidade Federal do Rio Grande do Norte